Fecundo

Fecundidade: fig. capacidade criativa; inspiração.

2017 foi um ano fecundo para mim. Foram 12 meses me ofertando a oportunidade de me reinventar, foi o ano em que celebrei 20 anos de profissão, foi o recorde de bebês até aqui (e espero quebrar esse recorde em 2018), teve congresso e workshop de newborn, teve curso de fotografia autoral, teve amor em cada contrato que assinei, teve muito carinho e gratidão por cada família que fotografei. Tenho certeza de quem em 2018 essa história vai se repetir porque essa é a minha história. Há 20 anos eu construo a imagem do amor para quem me escolhe, para quem confia em mim. Com essa foto do pequeno Arthur, retrato do amor da mamãe Rachel e do papai Bruno, venho desejar um feliz natal e um novo ano fecundo para você também. Estaremos de volta dia 15/01, até breve!

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Amor de útero

Essas são Marina e Aninha, irmãs que não são gêmeas mas se parecem tanto que até elas se confundem. Uma vez uma delas deu tchau para si mesma no espelho achando que era a irmã, pode uma coisa dessas? Ahahahahahahaha.

As imagens que vocês verão agora são da gravidez delas, Luisa e Mariana escolheram vir tão juntas que até a previsão da data do nascimento é a mesma, pasmem! Primas gêmeas, de barrigas separadas, amor de útero.

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Coisa de amiga

Vira e mexe recebo indicações de pessoas que não fotografei. Esse é mais um desses casos, mas essa história é especial. Nayara veio conhecer meu trabalho trazida pela amiga, Deborah. Tudo correu normalmente em nossa primeira reunião até que, ao término da apresentação, Nayara decidiu que eu seria sua escolha e já quis assinar o contrato. Isso não acontece com muita frequência, normalmente as pessoas voltam depois para fechar, mas a singularidade desse contrato foi que a pessoa mais feliz com o fato de estarmos fechando o negócio não era eu e nem a noiva, era a amiga da noiva. Nayara e eu ficamos felizes, claro, mas Deborah reagiu como as noivinhas que atribuem um valor realmente grande a esse passo, quando não é apenas mais um dos tantos contratos fechados para a realização do casamento, mas sim “o” contrato fechado com aquele profissional que você sempre sonhou, de verdade. Bonito ver isso em uma amizade: realizar-se no sonho de quem a gente ama. Sentimento nobre. Que meu trabalho tenha alcançado a nobreza do que trouxe essas pessoas para mim.

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Inteira

Isabella me procurou para fazer o ensaio do Álvaro depois de 30 dias que ele nasceu, o que por si só já é um alerta vermelho. Via de regra, bebês de 30 dias já não tem mais aquelas características que favorecem o bom andamento do ensaio newborn (o sono já está mais leve, o tônus muscular mais forte e há maiores chances de ocorrerem crises de cólica) e tem fotógrafo que foge dessa situação. Com toda sinceridade, não nego que essa possibilidade me ocorreu, mas ela logo deu lugar ao sentimento de empatia por aquela mãe. Eu não tive coragem de negar àquela família a memória dessa fase tão breve e encantadora, optei por correr o risco. De minha parte, eu faria de tudo para que obtivesse êxito, quanto ao resto, não dependia de mim e não seria motivo para fugir, embora soubesse que eles poderiam sair daqui com uma péssima imagem do meu trabalho caso as condições desfavoráveis levassem ao fracasso do projeto – o que já vi acontecer algumas vezes, especialmente no universo newborn. Encarei. Aí estão as cenas e elas falam por si. Sempre me questiono a respeito das condições necessárias para o êxito nesse ramo da minha fotografia. Já tive ensaios com bebês dentro das “condições ideais” que me deixaram frustradas com o resultado final por vários motivos: bebê com cólica, bebê com fome, papais com dificuldade de confiar verdadeiramente o bebê aos meus cuidados, etc. Ainda não tenho uma opinião formada sobre isso – embora seja inquestionável que priorizar as condições ideais são boa parte da possibilidade de sucesso – mas, uma coisa posso afirmar: independente da situação que se apresente, quem escolhe o quanto me dou sou eu e essa escolha não é uma variável. Meu cliente me tem, inteira.

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Alimento

Delícia de casal! Sabe que as vezes eu sinto que não tem como explicar o tanto que eu amo meu trabalho? O carinho e a confiança que recebo me fazem um bem tão grande que sinto que não tem como exprimir. Não acho as palavras. Sou a encarnação do superlativo, eu sei, mas é algo que está além do que posso controlar. Não há adjetivo exagerado suficiente para agradecer aos meus clientes pelo quanto me sinto realizada, devo isso a eles. Caetano e Débora, meus queridos, foi uma honra estar com vocês nesse dia, o carinho de vocês por mim me alimentou o ser!

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