Privilégios

Fotografar ensaios de 15 anos é sempre uma oportunidade de entrar em contato com uma energia diferente. Tanto frescor e vigor… Esse dia foi lindo porque eu estava na companhia de pessoas muito queridas, Clarinha vem de uma família que eu amo de paixão! Essa semana ela está indo para um intercâmbio, um ano longe, sei que quando a saudade doer essas fotos serão o primeiro recurso buscado a fim de aliviar o aperto no peito e me sinto extremamente feliz pela oportunidade de ser o instrumento que proporcionou isso. Mais um dos privilégios do meu ofício.

 

Empatia

Todos os dias agradeço a Deus pela minha profissão. A fotografia me faz sentir a vida de um jeito especial, como se eu tivesse uma consciência maior da beleza da vida. É maravilhoso estar sempre atenta nos detalhes da criação naquilo que de mais bonito há em cada ser. Fotografar jovens me traz um frescor que gosto de sentir, é tão bacana lembrar de como é a vida nesta fase, tão pouco a se preocupar e, ao mesmo tempo, o que hoje sabemos que era pouco nos parecia um infinito. Entender o universo que preciso capturar é fundamental para que eu possa fazer parte do mundo de quem está do outro lado da minha lente. É o que eu busco. Durante todo o tempo em que fotografei Marina me preocupava com isso: compreendê-la. Quando entreguei o trabalho, a primeira coisa que ela me perguntou foi onde estavam as fotos com sua melhor amiga. E lá fui eu novamente para os meus 15 anos, lembrando da minha melhor amiga (que hoje ainda ocupa esse posto e tenho certeza de que o ocupará para sempre). É o que desejo a Marina: que sua vida seja cercada de belezas e que ela tenha olhos para reconhecê-las, que as verdadeiras amizades sejam eternas e que a lealdade permeie seus caminhos.

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Todos felizes

Essa é a Marina Lessa, que comemorou seus 15 anos sexta feira em uma festa incrível no Automóvel Clube. A temática envolvia boate e por isso as cores eram peça chave nas fotos. Buscamos uma locação que tivesse a ver com o tema e a outra foi na fazenda da família, onde percebi uma garota que curte a natureza. Ela não cogitou fazer fotos dentro da casa, ainda que a chuva insistisse em atrapalhar os planos. E lá fomos nós. Debaixo de chuva, no meio do barro, protegidos por um guarda sol enorme e em busca das fotos dos sonhos da Marina, que queria meeeeeesmo as fotos externas. Quem me conhece sabe: quando o cliente quer alguma coisa, é só ne não tiver jeito de jeito nenhum. Tá chovendo? Tudo bem. Tá com barro? Sem problema!!! Confesso que os primeiros momentos em que a situação não é 100% favorável me trazem um bocado de tensão, mas aos poucos a gente vence as incertezas e voilá! Fotos lindas, cliente feliz e eu também!

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Produção de moda: Marta Duque
Cabelo e Maquiagem: Mozart Augusto

Em Algum Lugar Acima do Arco-íris

Judy Garland – Em Algum Lugar Acima do Arco-íris

Em algum lugar, acima do arco-íris, bem no alto

Há uma terra que eu ouvi uma vez em uma canção de ninar.
Em algum lugar, acima do arco-íris, os céus são azuis
E os sonhos que você se atreve a sonhar,
realmente tornam-se realidade

Algum dia eu desejarei em cima de uma estrela
E acordarei onde as nuvens estarão bem atrás de mim
Onde os problemas derretem-se como balas de limão
Longe acima dos topos das chaminés
É onde você me encontrará

Em algum lugar acima do arco-íris, pássaros azuis voam
Pássaros voam acima do arco-íris
Porque então, o porquê eu não posso?
Se pequenos pássaros felizes voam
Além do arco-íris
Porque, oh porque eu não posso?
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Fotos: Lau de Castro e Leandro Nunes

E a vida?

Essa menina linda que vocês verão no clipe abaixo é a Marina Amorim que, em minha opinião, deveria ser chamada de Nina Amorzim. Ela fez 15 anos sábado e comemorou junto aos seus amigos e familiares com uma festa sob o tema “o mágico de Oz”.

Sempre que fotografo festas de 15 anos fico pensativa sobre as coisas da vida. Rolam uns lances profundos na minha cabeça, sabe como? Rs… E eu quero dividir com vocês o que esse evento me trouxe na mente e no coração:

Marina é minha vizinha e, entre um encontro e outro no elevador, fui acompanhando os preparativos pra festa.  Por mais que a vida não pare (ela tinha que estudar e sustentava a vida social agitada de uma garota de 15 anos) o que eu percebia é que nas últimas semanas ela e Márcia, sua mãe, respiravam a tão sonhada festa.

Em paralelo, Alice, minha filha de dois aninhos, seguia alheia à festinha que eu preparava para ela na escolinha, ocupada demais em brincar para se ater a assuntos como esse.

No mesmo período, minha vovó amada, que fará 77 anos em abril, dedicava todas as suas forças em se manter firme durante um tratamento de radioterapia, que teimava em sugar sua energia, enquanto eliminava um tumor benigno intracraniano com o qual ela luta há mais de uma década e meia.

E eu, no meio de tudo isso, aos meus 33 anos, me esforcei para cumprir todos os meus deveres enquanto mãe da Alice e da Luiza (minha filha de seis anos que está aprendendo a ler, e precisa muito de mim nesse processo e em todos os outros que a vida apresentará); neta da dona Lauzina e incumbida de acompanhá-la no tratamento; fotógrafa da Marina e de tantos outros clientes; além de mulher que sentia o peso de um período turbulento e frágil, cercada de medo, insegurança e cansaço, além de muito carinho e compreensão.

Alice cantou parabéns, Marina se vestiu de Dorothy, minha vovó concluiu seu tratamento e eu fiquei liberta de todo stress que me envolvia. Assim é a vida, ela leva e traz, ela faz e refaz, como já diziam José Miguel Winisk e Zizi Possi. E seja lá em que momento for, alto ou baixo, saúde ou doença, alegria ou tristeza, “é bonita, é bonita e é bonita…”.