Fluir

Ao longo desses 20 anos trabalhando com fotografia eu construí um patrimônio, algo da ordem do imensurável. Sou portadora dos bens mais preciosos que eu poderia almejar: as pessoas queridas que a profissão trouxe para mim. Não há nada mais valioso do que fazer parte da história de uma família desde sua origem, no dia do sim, e vir junto a eles registrando todos os seus momentos mais sagrados. Flavinha e Bruno são exemplo do que eu tenho de mais precioso, estou com eles desde o casamento e cliquei tudo o que eles querem ter como memória fotográfica. Esse post é a materialização do que eu amo: fotografar pessoas em suas trajetórias, retratá-las em sua essência, ver a vida surgir e fluir.

Acompanhar

Carregar um novo ser no ventre, o que pode ser mais bonito do que isso? Dar à luz uma pessoa que em seu ser carrega você, se ver nesse novo ser. Ver-se crescer nesse pequeno existir, evoluir, transcender. Amor que surge tão grande e tão forte que transborda sem a gente entender como pode ser assim, tanto. Eu, do lado de cá da lente, fico estarrecida. Acompanhar esses bebês e essas famílias desde a gravidez significa para mim algo que não sei dizer. Que meus olhos sejam capazes de trazer toda a beleza desse momento sagrado à tona, que através da minha arte eu possa eternizar essa revolução na vida dessas famílias de um jeito singular e verdadeiramente poético e que, acima de tudo, eu seja capaz de mostrar a meus clientes o tamanho da minha gratidão. Cibele, Rafael e Luísa, família linda que abriu as portas para que eu pudesse acompanhá-los.

De fotógrafa para fotógrafa

Fotografar fotógrafa é um negócio complicado, sabia? Um misto de emoções, coisa maluca demais. Quando Vanessa me disse que gostaria que eu fizesse um ensaio da família dela eu quase enfartei de tanta alegria, meu coração acelerou e eu fiquei feliz por perceber que alguém que admiro tanto desejava ter sua família registrada pelo meu olhar. Depois dessa euforia toda, comecei a ficar com medo de não agradar tanto quanto eu queria. Não dá para desconsiderar o fato de que eu estaria trabalhando para alguém que manja dos paranauê da fotografia, é outro nível de exigência. Chegou o dia, ansiedade. Tudo o que eu queria era conseguir o melhor do que ela havia imaginado para aquele ensaio: fotos deles em casa, sem grandes produções, que fossem capazes de guardar na memória e no coração aquela fase do pequeno Giuseppe e todo amor que sua existência despertava neles. E no final, gratidão. Eu sempre me sinto privilegiada por ser a escolha de cada cliente para quem aponto minhas lentes e com ela não foi diferente. Vanessa, minha amiga querida, já disse e repito aqui, muito obrigada por dividir esse momento comigo, significou muito para mim!

Transbordando amor

Ela já tem quatro aninhos. É sempre maravilhoso fotografar essa família, mas esse ano Alice me emocionou. Está tão crescida e desabrochando lindamente, demonstrando que eu tinha um ser humano incrível diante de minha lente. Sou apaixonada pela Renata, mãe dela, desde o casamento em 2007, e agora percebo que a pequena está saindo como a mãe: carinhosa, sorridente, expansiva, doce… Que delícia ver tudo isso acontecendo e registrar todo ano. Ontem foi a festinha e, como em todos os anos, voltei para casa transbordando de amor. Acho que você vai se contaminar vendo esse vídeo-fotos.

Estamos de volta

“O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso.” – Ariano Suassuna

Sabia das coisas o Suassuna, não é mesmo? Aí está meu sentimento para este começo de ano. Ok, não dá para ser eu sem ser otimista, assumo minha tolice. Teimo em crer que tudo dará certo – e tem dado – mas, esse ano me sinto menos bobinha. Não dá para negar que será preciso um tanto mais de força para vencer as batalhas. Escolho ser a realista esperançosa, estou pronta. Começo o ano com imagens dessa família que eu amo passando por um processo mágico, lindo, mas também difícil e doloroso. Crescer dói mas é preciso e em 2017 quero ser grande. Mãos à obra, estamos de volta, dia um do período de crescimento que me aguarda. Vamos?

3847 3848 3850 3851 3852 3854 3855 3856 3857 3858 3860 3861 3863 3864 3865 3866 3867 3868 3869 3871 3872 3873 3874 3875 3876 3877 3878 3879 3880 3883 3884 3886 3887